segunda-feira, 19 de março de 2012

Sempre achei legal sair pra ver aquelas luzes...
Que piscam e fazem a gente sentir a música pulsar dentro do estômago.
Sempre achei o máximo não ter hora pra chegar,
Não ter que regular na bebida, não ter medo da ressaca, não pensar no amanhã.
Sempre achei que não precisasse me esforçar pra ser uma pessoa legal,
Que as pessoas iam sempre estar lá quando eu precisasse e que estariam mesmo, de fato.
Sempre achei que jamais fosse precisar de um ombro,
De um conselho...
De companhia.

E então, eu vi o dia em que a Noite não ficou comigo.

E a escuridão, só me trouxe a vaga lembrança do seu abraço.

De repente, eu senti uma saudade tão grande, que já nem cabia em mim...
E o meu peito ficou pequeno pra tanta dor que há tanto suportava.
O céu estava cinza, e lá estava eu
Como por instinto, te procurando em toda parte.

Sim, eu continuo achando o máximo sentir a música pulsar dentro de mim,
E ver as luzes que não sabem de onde vêm, e não sabem pra onde vão...
Mas agora, eu tenho a certeza que depois de tudo, eu terei o seu abraço por abrigo,
E quando as noites estiverem mais frias, você estará lá...
Acho interessante pensar na vida como um todo.
Nascer-crescer-morrer.

No meio dessas etapas as coisas ficam um pouco mais complexas.
Conhecemos gente. E cada vez mais gente conhece a gente.

E... consequentemente, a gente pensa em pegar uns caminhos alternativos...
E viver. Viver, e viver, e viver: Simplesmente.

Odiaria perder qualquer momento que fosse dessa vida.
O Tempo faz falta o tempo todo.

Acho legal esse jeito que os jovens divertem-se com o que entendem por juventude...
Mas são jovens com medo de envelhecer? Ou velhos com medo de se arrepender?

Não... não faz sentido.

domingo, 4 de março de 2012

Learn

Tô tentando aprender alguma coisa que me sirva pra outra coisa que ainda não sei o que é.
Deve ser algo simples, que não me ocupe muita memória, nem tampouco tempo.

Preciso de algo que me interesse, mas que não me monopolize...
Monopólios fazem mal demais. São estereótipos de um mundo surdo-mudo.

Varri do céu da Terra as dúvidas que tive ontem.
Só tenho certezas e horizontes vespertinos. Mas algo ainda me falta.

Falta, sinto falta demais. De coisas que não tive, que não tenho, que nem sei!
Deve ser algum distúrbio novo, ou um antigo, renovado pelo tempo.
Distribuindo o que sobrou de uma ressaca qualquer.

De Estante

Você aí... eu aqui.

Nós dois pensando em nós.
Nada pra hoje, nada pra amanhã.
Nada, nada, nada.
E eu paro pra pensar de novo:

- Você aí... e eu aqui.

Você me inspira sabia?
E assim fica muito fácil poetisar o que sinto por você...

Volte com seus novos trejeitos,
Suas gírias estranhas,
Quem sabe novos gostos,
Costumes, sotaques...

Mas volte! Sinto sua falta.

Por ora, ficamos assim...
Um de cada lado...
Eu aqui... e Você aí.